Inéditos

A Demanda pelo Conhecimento Científico

Novos conhecimentos, que se chocam com as expectativas, são freqüentemente discutidos pelos meios de comunicação de massas. Mas, este tipo de intercâmbio é conduzido um pouco ao acaso, como parte integrante da vida social. O seu resultante é um lastro de conhecimentos amplamente difuso que chamamos de ‘senso comum’.  O conhecimento científico difere do senso comum por ser o produto de observações propositais, sistematicamente comunicadas e discutidas por especialistas, que possuem extenso saber tido como provavelmente verdadeiro. O conhecimento científico é deste modo submetido a um exame coletivo meticuloso e sujeito a discussões, quando colide com parte do saber prévio. Graças à Internet, esta discussão abrange a maioria dos especialistas conectados. É razoável admitir que o conhecimento científico tenha maior probabilidade de ser verdadeiro do que o senso comum, mas seria claramente um exagero supor que qualquer proposição endossada por cientistas seja, só por isso, mais verdadeiro do que proposições sustentadas por leigos. Leia o artigo completo na sessão de inéditos.

A Responsabilidade Pública do Economista

Neste pronciamento, Singer afirma sua profissão de fé: "Precisamos aprender a dialogar em português e eventualmente ensinar economia no curso primário, em cursos de fim de semana nas igrejas, sindicatos e clubes. Precisamos ocupar lugar nos meios de comunicação de massa – TV, imprensa – e interagir com profissionais de outros saberes para dar à democracia eleitoral sua chance. Minha profissão de fé"

Incubadoras e empresas de economia solidária

"O aumento da criminalidade violenta suscitou, no Rio de Janeiro, a ideia de que a universidade deveria apoiar o cooperativismo popular, que já aparecia como quase a única alternativa legal de trabalho e renda para a juventude dos morros e favelas. A primeira ITCP surgiu na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1995. Em pouco tempo, os formadores da Incubadora estavam em atividade em diversos locais da periferia do Rio, onde quer que grupos de interessados solicitassem a incubação de seus empreendimentos." Assim descreve Paul Singer o início do cooperativismo popular como alternativa ao desemprego neste artigo de 2006.

DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO

Neste artigo, de 2011, Singer afirma: Por causa da falta de tudo, sobretudo de dinheiro, os pobres desenvolvem hábitos de solidariedade e ajuda mútua, que são praticados muitas vezes em associações. Há muito mais comunidade onde reina a carência do que nos bairros ricos e de classe média. Nestes últimos reina o individualismo, as pessoas pouco precisam umas das outras. Entre os pobres, a necessidade de lutar para obter escola, posto de saúde, água encanada etc. une as pessoas e esta união encerra um importante potencial de desenvolvimento da comunidade como um todo. Portanto, desenvolvimento comunitário aplica-se a vizinhanças, bairros rurais e cidades em que predomina a pobreza. Desenvolvimento significa a melhoria da qualidade de vida, a satisfação das necessidades por meio de renda ganha por trabalho decente. Ele pode se dar por indução externa – um investimento duma multinacional ou dum governo – ou por iniciativas da própria comunidade. Quando o desenvolvimento resulta de projetos concebidos e executados pela comunidade, ele é considerado comunitário. Ou solidário, pois o que move a comunidade e faz com que todos os seus membros participem e se beneficiem do desenvolvimento é a solidariedade.

Os grilos falantes e os políticos profissionais

"O combate à corrupção deve ter duas frentes: uma é o desenvolvimento da consciência política do povão, derivado das lutas por mais e melhores serviços públicos para a maioria dos que não têm dinheiro para compra-los no mercado; a outra, é a reforma política que não  pode ser o voto distrital (que magnífica a representação dos que têm maioria apenas simples à custa da exclusão total dos minoritários.)"