Destaques

Inéditos

Vuln!! Path it now!!

Novos conhecimentos, que se chocam com as expectativas, são freqüentemente discutidos pelos meios de comunicação de massas. Mas, este tipo de intercâmbio é conduzido um pouco ao acaso, como parte integrante da vida social. O seu resultante é um lastro de conhecimentos amplamente difuso que chamamos de ‘senso comum’.  O conhecimento científico difere do senso comum por ser o produto de observações propositais, sistematicamente comunicadas e discutidas por especialistas, que possuem extenso saber tido como provavelmente verdadeiro. O conhecimento científico é deste modo submetido a um exame coletivo meticuloso e sujeito a discussões, quando colide com parte do saber prévio. Graças à Internet, esta discussão abrange a maioria dos especialistas conectados. É razoável admitir que o conhecimento científico tenha maior probabilidade de ser verdadeiro do que o senso comum, mas seria claramente um exagero supor que qualquer proposição endossada por cientistas seja, só por isso, mais verdadeiro do que proposições sustentadas por leigos. Leia o artigo completo na sessão de inéditos.

Inéditos

Hacked By Kaizer Soze/Defacer – Katib – Civi.Fred

Palestra de Paul Singer proferida  na Escola de Governo e Administração Pública – EGAP, da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado de São Paulo em março de 2001.

Interessa à humanidade que todas as inovações biológicas que possam ser viabilizadas o sejam no menor prazo, o que implica em permitir que as multinacionais obtenham os capitais necessários ao financiamento das pesquisas programadas. Há também laboratórios universitários e públicos, que desenvolvem esforços no mesmo sentido sem exigir um retorno ‘compatível’ sobre os recursos despendidos. Mas, haveria uma perda inaceitável de tempo, isto é, de vidas humanas, se os capitais privados fossem afastados da corrida biológica em curso. É preciso também garantir que os novos medicamentos sejam disponibilizados a todos que deles necessitam, inclusive da massa miserável dos países menos desenvolvidos. A questão é conciliar as duas exigências: lucratividade das companhias capitalistas e universalização do acesso aos produtos patenteados. Uma das soluções, que já foi aplicada no passado com bons resultados, seria substituir a patente por uma indenização à empresa inventora, dada por um fundo público (talvez internacional). A indenização deveria ser proporcional ao montante de capital invertido e ao risco corrido pelos que se dispuseram a arriscar seu dinheiro na aventura.

Livros

Ensaios sobre Economia Solidária

No mês em que Paul Singer completou 86 anos, foi lançado em Portugal o livro "Ensaios sobre Economia Solidária", organizado por Rui Namorado para a Editora Almeidina. O livro integra uma perspectiva teórica da economia solidária, que valoriza sua profundidade histórica, com a sua ancoragem na realidade brasileira. Desdobra-se em duas partes, cada uma das quais compreende oito textos. A primeira é predominantemente constituída por ensaios nos quais Singer mostra como concebe teoricamente a economia solidária, valorizando-a como combate à exclusão dos explorados e como possível oportunidade emancipatória, rumo a um futuro que consubstancie o humanismo pleno. A segunda conduz-nos através de experiências da economia solidária no Brasil, em interação com a posição política de Singer, como membro do governo federal, tendo como pano de fundo a sua proximidade fraterna com as organizações envolvidas.

Lançamento do livro Urbanização e Desenvolvimento

Lançado, pelas editoras Autêntica e Perseu Abramo, o livro Urbanização e Desenvolvimento, que traz oito artigos de Paul Singer sobre o tema, originalmente publicados entre 1968 e 2004, e uma entrevista inédita com o autor feita pelo sociólogo Marcelo Gomes Justo, organizador do livro. O volume integra a Coleção Pensadores do Brasil: do tempo da ditadura ao tempo da democracia, coordenada por André Rocha.
  • Paul Singer

    Nascido em 1932 em Viena, Áustria, chegou ao Brasil em 1940, aos oito anos. Em São Paulo, formou-se no curso técnico, graduou-se em Economia pela Universidade de São Paulo, doutorou-se em Sociologia, tornou-se livre docente em Demografia e professor titular em Economia pela mesma universidade. Foi um dos fundadores do Cebrap, do PT e da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares na USP. De 2003 a 2016, foi Secretário Nacional de Economia Solidária. Faleceu em 2018.


    Biografia